De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, agência de saúde pública dos Estados Unidos, a probabilidade de uma pessoa ter contato com uma superfície contaminada pelo Covid-19 e se infectar é menor que 1 em 10 mil. O órgão também afirma que a transmissão por superfície é considerada baixa em comparação com o contato direto, transmissão por gotículas ou transmissão aérea.
Segundo a Associação Médica do Texas, o risco de contágio pelo ar varia por diversas causas, como ventilação do ambiente, número de pessoas, tempo de exposição e uso de máscaras adequadas. A epidemiologista e professora de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, diz que “uma coisa que dificultou muito a contenção da doença no mundo inteiro foi a dificuldade de admitir a transmissão aérea do vírus”.
Foi apenas em julho de 2020 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o vírus podia se espalhar por partículas minúsculas suspensas no ar e que a transmissão aérea não podia ser descartada em ambientes lotados, fechados ou mal ventilados. No Brasil, a página do Ministério da Saúde atualizada em abril de 2021 menciona, sem muitos detalhes, que o coronavírus “é transmitido principalmente por contato, aerossol ou gotículas”.
Agora imagine um estabelecimento com vários colaboradores higienizando as superfícies com frequência, mas sem medida alguma para garantir uma ventilação boa do ambiente ou exigir o uso de máscaras apropriadas. Segundo o engenheiro biomédico Vitor Mori, membro do grupo de pesquisadores do Observatório Covid-19 BR, essa é a descrição de uma situação que poderia dar a falsa sensação de segurança. Porém o que ele recomenda fortemente, depois da primeira dica que é “fique em casa o máximo que conseguir”, é que as pessoas priorizem ambientes ao ar livre, ou com maior ventilação possível, fazer distanciamento físico e usar boas máscaras, bem ajustadas ao rosto.
Os estabelecimentos devem investir em melhorias da ventilação para ser um ponto a mais de segurança na prevenção do vírus. A OMS divulgou um documento com estratégias para melhorar a ventilação de ambientes internos e reduzir riscos de transmissão do coronavírus. O arquivo recomenda ventilação mecânica e natural, além disso, aponta que algumas recomendações devem ser avaliadas em consulta com profissionais da área de aquecimento, ventilação e ar condicionado.
Ao divulgar esse arquivo, a OMS reforçou que a chance de contrair o vírus é maior em ambientes cheios e sem ventilação adequada, onde as pessoas passam muito tempo próximas umas das outras. “Esses ambientes são onde o vírus parece se espalhar por gotículas respiratórias ou aerossóis de forma mais eficiente, por isso, tomar precauções é ainda mais importante”, complementa.
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